quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Faça seu próprio tipo de música

Talvez você não saiba, caro leitor, mas eu sou fã de uma das melhores séries de todos os tempos: LOST. E também sou fã da Mama Cass Elliot!

Qual a relação de um com o outro? Eu explico: a canção "Make your own kind of music" foi utilizada na série como um tema de amor do casal Desmond e Penny. Essa música é a minha preferida da Mama Cass. Ouça essa maravilha e leia a tradução da letra:

Ninguém pode te dizer
Que só uma canção que vale a pensa ser cantada
Eles podem tentar te convencer
Pois eles ficam perturbados
Em ver alguém como você

Mas você tem que...
Fazer seu prórpio tipo de música
Cantar sua própria canção especial
Fazer seu próprio tipo de música mesmo que ninguém mais cante junto

Então se você não puder pegar minha mão
E se você tem que ir
Eu vou entender

Você vai conhecer
o tipo mais so0litárioi de solidão
Pode ser difícil ir
fazer o que tem que fazer
a coisa mais difícil a fazer

Mas você tem que...
Fazer seu próprio tipo de música
Cantar sua própria canção especial
Fazer seu próprio tipo de música mesmo que ninguém mais cante junto

Então se você não pode pegar minha mão
E se você tem que ir
Eu vou entender


Agora veja a cena do premiadíssimo episódio, "The Constant": depois de viajar em consciência para o ano de 1996 e de 2004, indo e voltando, quase sofrendo um aneurisma, Desmond consegue fazer contato com sua constante nos dois tempos. Sua amada, Penelope Widmore. Para quem acompanha a série, essa cena é emocionante!

Em janeiro começa a quinta temporada de LOST. Façamos nós, até lá, nosso próprio tipo de música.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Declaração "Universal" dos "Direitos Humanos"

Há exatamente 60 anos, reptilianos, lirianos, Ashtar Sheran e Tassadar (enfim, todo o Universo!), assistiram à criação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, redigida e assinada por membros da recém-fundada ONU. Não todos, mas a maioria.

O mundo atual não é o mesmo de antes da Segunda Guerra: aquele mundo morreu junto dos soldados antes de 1945. A DUDH é uma das marcas do nascimento desse Novo Mundo. Mas o que mudou, na real, quando o assunto é direitos humanos? "Precisamos combater as nações que debocham da Declaração", disse o único redator vivo da carta, Stéphane Hessel, agora com 91 anos.

Muito bem, Hessel. Vamos lá, caro leitor: arregace as mangas, vista seus apetrechos de peleja e vá à luta. Os adversários são pequenos: China, Rússia, Estados Unidos da América, Índia, Brasil... Façamos um boicote!

Vivemos num mundo que não sente náusea nem mesmo diante da maior violência possível. Como uma humanidade assim pode levar a sério algum direito humano? Como pessoas que não se importam em comprar peças de carro no "roubauto" podem compreender a profundidade desse problema: a ausência de direitos humanos?

Olhe à sua volta e, depois, leia o primeiro artigo da Declaração:

Ko te katoa o nga tangata i te whanaungatanga mai e watea ana i nga here katoa; e tauriterite ana hoki nga mana me nga tika. E whakawhiwhia ana hoki ki a ratou te ngakau whai whakaaro me te hinengaro mohio ki te tika me te he, a e tika ana kia meinga te mahi a tetahi ki tetahi me ma roto atu i te wairua o te noho tahi, ano he teina he tuakana i ringa i te whakaaro kotahi.

Não entendeu? É claro: esta é a tradução para maori. Agora em português:

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.

Particularmente, não me ajudou muito na compreensão real do que acontece em Curitiba, no Brasil, em Portugal ou no Usbequistão. Livres e iguais em dignidade e direitos? E os casais homossexuais? As mães solteiras? Os muçulmanos? As variadas parcelas da humanidade apunhaladas pela discriminação, pelo preconceito, pelo ódio?

A DUDH possui trinta artigos (menos que os 43 dogmas do Vaticano!).

Para terminar, o segundo artigo:

Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação. Além disso, não será feita nenhuma distinção fundada no estatuto político, jurídico ou internacional do país ou do território da naturalidade da pessoa, seja esse país ou território independente, sob tutela, autônomo ou sujeito a alguma limitação de soberania.

Por isso que o Hessel sugeriu a criação de uma corte internacional onde o cidadão comum possa processar governos nacionais. É, Stéphane: é preciso. Pois as nações não debocham da Declaração. Elas estupram-na!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Dia sem fim (parte III)

Continuamos eu e Irina à frente na calçada destruída pela incrível força das raízes de árvores. Aquele sol brilhando roxo e transformando o céu num bordô-rosê uniforme me causava náuseas. “Calma, professor: quando passar o efeito, você vai ficar bem!”, disse Irina. “Efeito de drogas? Como, se eu não sou drogado?”, indaguei a moça religiosamente.

Enquanto caminhávamos, Irina me explicou que o que causa as náuseas é o sol roxo. Ela afirmava estar sóbria. Quanto a mim: eu já não sabia. Tinha dúvidas de quanto vinho bebi: a cor do céu não me deixava esquecê-lo. Nesse espaço de silêncio para as minhas divagações, um clarão surgiu diante de nós. “Fique calmo, professor”, disse Irina – quem eu deveria conduzir agora me conduz! “É só o Tesla!”

E era mesmo: alguém que poderia passar por sósia de Frank Zappa vestindo roupas de época. Nikola Tesla, inventor do motor trifásico, experimentador da descarga de Tesla e, para alguns, o criador do “raio da morte”. Ali, à minha frente. “Ele está e não está aqui, professor”, educou-me mais uma vez Irina. “Como assim: está e não está? Holografia? Alucinação?”, perguntei, embriagado de informações confusas e improváveis.

Segundo Irina, o que avistávamos então era uma ligação entre espaços, tempos, universos, mundos de imaginação e orgânicos. “Não é um buraco de minhoca”, disse a aluna-mestra antes que eu o terminasse de pensar. “Você viveu essa experiência, de maneira mais intensa, hoje à noite”.

Agora eu estava realmente com medo: “COMO VOCÊ SABE DISSO?” Irina amarrou seus cabelos pretos, deixando revelar ainda mais a face pálida. Olhou-me da maneira mais profunda que alguém me olhou desde que saí da casa de minha mãe e disse, suavemente: “fui eu quem levou o professor a viver aquilo. E por isso você está aqui. Nós precisamos do senhor!”

Quem precisava? E para que um professor de história seria útil num mundo de devaneios? Eu quero acordar...
CONTINUA...

domingo, 7 de dezembro de 2008

Finish him!

Você, caro leitor, já deve ter se indagado sobre a violência nos jogos eletrônicos. Afinal: essa brutalidade absurda nos videogames incita a agressividade nas crianças e adolescentes ou são uma "hipérbole" da violência que existe por todos os lugares?

Um fotógrafo britânico, Robbie Cooper, registrou as expressões faciais de crianças e adolescentes enquanto jogavam os famosos Halo 3, GTA 4, Counter Strike e Call of Duty.


Uma cortesia de g1.globo.com

Mas eu argumento: na adolescência, joguei horas de Mortal Kombat, Doom e Quake. E não sou uma pessoa agressiva. Não sou, não. Tô falando que não, pôxa. Ei: não me contraria! Cala a boca, imbecil! EU NÃO SOU AGRESSIVO! E SE FALAR ISSO DE NOVO VAI PERDER OS DENTES DA FRENTE! Não sou agressivo, seu filho d...

[Fábio está offline]
...
[Fábio está online]

Desculpem-me. Caiu a luz... Brincadeira! Talvez eu tenha feito aquelas expressões diante disso:Mas não sou agressivo. Deixar-se influenciar por jogos eletrônicos, filmes, televisão... Não. A violência ataca de formas mais sutis, como a falta de diálogo na família, a fome, o desemprego... Não culpem os inocentes cálculos matemáticos que formam os videogames!

NOTA: Para quem não sabe, "Finish him!" (acabe com ele!) é a frase que aparece antes do momento de um Fatality (golpe extremamente violento que encerra a partida) no jogo de luta Mortal Kombat. Os personagens na imagem acima são Sub-Zero (segurando a cabeça) e Johnny Cage (o decaptado).

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Sentimentos profundos...

Tragédia em Santa Catarina?
No Rio de Janeiro?
Terroristas em Mumbai?
Perdi o emprego?
O salário não veio?
Coisas ruins?

Barack Obama?
Pesquisa da cura do câncer?
Um brasileiro vencendo um prêmio de literatura internacional?
Consegui um emprego melhor?
O salário rendeu para o mês inteiro?
Coisas boas?

O que há de mais profundo, em meu ser, a ser dito:

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Mãe: divina

Hoje minha mãe faz aniversário.

A mulher que me gerou, me criou, minha amiga, a única pessoa que me conhece por completo, a dona Lourdes é a pessoa mais importante na minha vida. Hoje ela completa 59 anos com aparência de 49!

PARABÉNS, MÃE! E desculpe-me por ainda não ter alcançado o lugar que você me preparou para a vida.

MÃE

Mãe... São três letras apenas

As desse nome bendito:
Também o Céu tem três letras...
E nelas cabe o infinito.

Para louvar nossa mãe,
Todo o bem que se disser
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer...

Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do Céu
E apenas menor que Deus!
Mário Quintana

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Atrasadinho...

Peço desculpas, queridos leitores, pelo atraso na publicação da segunda parte do conto "Dia sem fim". Eu refiz a separação dos textos para melhor usufruto da leitura.

Dia sem fim (parte II)

Só podia ser droga, mesmo. Ou, então, uma experiência religiosa... Não: lá vinha o Interbairros II. Mas não era verde: estava azul. Deixando meu daltonismo momentâneo de lado, entrei na condução.

Estranho: o motorista era outro. O cobrador também. Não havia ninguém conhecido no ônibus. Apenas pessoas de cabeça raspada, todas, e roupas alaranjadas. Alguém me cumprimenta: “purifica-te ao Imperador, forasteiro!” Não entendi e nunca entenderei essa saudação. Ao entregar o dinheiro para o cobrador, este me devolve: “nunca vimos estas cédulas por aqui; não são cédulas do Imperador. É um invasor! Atirai-o para fora!” E lá fui eu, voando lentamente para um encontro do meu nariz com o concreto áspero da calçada.

Desmaiei. Quando acordei, estava dentro de casa. Deixei cair o café sustentado em minhas mãos. Vesti o macacão e fui em direção ao meu emprego de metalúrgico. Eram seis da manhã e o sol brilhava vermelho no céu...

Estava atrasado: precisava correr para alcançar o Interbairros II. Consegui! Entrei e... um ônibus lotado como eu nunca tinha visto, repleto de mulheres em túnicas transparentes. Elas cantavam coisas estranhas e me jogavam flores. “Seja bem-vindo, estrangeiro”, disse a mais bela. Quando comecei a gostar desse devaneio (ou não...), uma força me puxa, fazendo cair estatelado na sala de minha casa.

Levantei, vesti meu jaleco e saí em direção à escola onde dou aulas. Eram seis da manhã de segunda-feira e eu estava atrasado para o Interbairros II de sempre. O sol brilhava roxo no céu. Percebi que alguma coisa estava fora do comum: os sonhos pareciam reais; as sensações pareciam sentidas; o Interbairros II parecia um bom ônibus. Resolvi não pegar condução. Liguei para a escola avisando sobre minha falta recém-planejada. Eles nem se importam: hoje (hoje?) era minha permanência. Não veria alunos e alunas.

Resolvi caminhar pelas ruas da vizinhança e, ao dobrar uma esquina, me encontro com uma de minhas alunas, Irina. “Onde você vai, professorzinho?”, indagou-me Irina. Não sabia o que responder. Não sabia se ainda era sonho, pois Irina é uma de minhas alunas mais dedicadas. E bela, ainda que eu a veja como uma filha. “Eu também estou perdida, nem sei se hoje é hoje. É por causa desse sol agora roxo!”

O que Irina disse fez-me palpitar de tal forma que precisei buscar assento no meio-fio. Como ela sabia que eu estava perdido, se nem eu mesmo tinha pensado nisso? Estávamos nós dois nesse turbilhão espaço-temporal-alucinógeno?
CONTINUA...

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Travessia da ponte Cinvat

Há algum tempo, o mundo viu um rapaz, nascido em Zanzibar (ilha na costa do Quênia) no ano de 1946, filho de pais indianos de origem persa e zoroastristas, marcar para sempre o mundo da música. Morto em 1991, seu nome era Farrokh Bulsara, vocalista de uma das maiores bandas de rock (talvez a maior) de todo o sempre: o Queen.

Sim, meus amigos: Freddie Mercury era um jovem asiático nascido numa então colônia britânica na costa leste africana! O que, ao meu ver, torna ainda mais brilhante a figura de um grandioso artista que me faz ter orgulho em ser humano: ele não era um garoto de Liverpool; ele não nasceu em Londres; ele não veio de Memphis. Ele era um britânico-africano-indiano-persa: um cidadão do mundo.

Eu tenho certeza que Freddie Mercury chegou à ponte Cinvat e viu uma virgem de 15 anos. Ele fez a travessia e hoje mora no Anagra Raosha, o reino das luzes eternas, merecida morada para um grande homem da música*.

LONGA VIDA AO VERDADEIRO REI DO ROCK AND ROLL!

E um recado para os fãs mais "xiitas" do Queen: o Paul Rodgers (de quem Freddie Mercury era fã) vai muito bem nos vocais! Sabemos que não é o Freddie: mas alguém desejaria o Sacha Baron Cohen (o Borat) imitando-o "oficialmente" ao lado de Brian May e Roger Taylor (talvez John Deacon também)?


*Na crença zoroastrista (religião da família do Freddie), a alma, passados três dias da morte, se dirige à ponte Cinvat. Se a pessoa foi boa durante a vida, verá uma bela virgem de 15 anos; se foi má, verá uma megera. Os maus serão jogados ao inferno e os bons atravessarão a ponte para viver eternamente no Anagra Raosha.

NOTA: quem me "inspirou" a publicar essa postagem foi minha colega de trabalho, Meri L. VALEU!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

A arte imita a vida. Os "videogames" também.

Você, caro leitor jogador viciado ou casual de Mega Drive, Super Nintendo, Atari, PC, Wii etc., já deve ter pensado onde os produtores de jogos eletrônicos foram buscar inspiração para a criação dos personagens que controlamos com os dedos. Primeiro o meu preferido, Sonic:O "porco-espinho" (ou ouriço) azul foi inspirado nesse bichinho fofo aqui:O ouriço africano (Atelerix Albiventris) é branco e marrom; quando se sente em perigo "vira uma bola" e sai rodando, rodando, rodando... O bichano come até escorpião: é imune ao veneno.

Outro personagem eletrônico, esse mais estranho: Crash Bandicoot, sensação dos Playstations e, agora, de outros consoles.
A inspiração veio da Austrália:Os bandicoot (sem tradução para o português) são marsupiais da ordem Peramelemorphia. Os parentes mais conhecidos são o diabo-da-tasmânia e o canguru.

Há outros personagens, bizarros ou sensuais (como Lara Croft e Max Payne). Mas o maior destaque pra mim fica com o antigo "rival" do ouriço azul: Mário!
Eu sei: ele é humano. Mas vejam só: é um revolucionário italiano. GIUSEPPE GARIBALDI! Tem poderes sinistros, sai pisando e queimando tudo. STÁLIN!
É querido por todos, às vezes afeminado, tem um bigode comprometedor e é eterno. Farrokh Bulsara ou FREDDIE MERCURY!NOTA: Imaginei o Mário no front de batalha da Segunda Guerra gritando "Here we go!". Ou sendo derrotado no Piemonte e lamentando: "Mamma mia!".