Blog do Fábio. Racoski.
"Eu não sei na verdade quem eu sou".
quarta-feira, 2 de setembro de 2026
Crises
quarta-feira, 22 de julho de 2026
Eu amo você assim
Eu amo você assim como o Sol aquece a Terra que, em seu balé em torno do Astro-Rei, dá ao nosso abraço o calor da primavera e o frio aconchegante do inverno.
Eu amo você como a Vía Láctea faz seu espetáculo no Universo, gerando vida nova.
Eu amo você como a mim mesmo, porque meu amor próprio e minha razão de viver passaram a ter sentido ao seu lado. Eu amo você.
Fábio Pedro Racoski
domingo, 8 de junho de 2025
Eu eu mesmo
sábado, 29 de março de 2025
Gilda de Curitiba
segunda-feira, 1 de maio de 2023
Primeiro de maio
sábado, 15 de outubro de 2022
A professora...
a professora ensinou
que eu posso tentar
mesmo num mundo
sem tentativas.
a professora ensinou
que eu posso sonhar
e me deu asas
que eu nunca sonhei
que teria.
a professora sorriu
quando minha colega
disse
que queria ser professora
que nem ela.
a professora chorou
quando viu meu colega
estrangeiro
apanhar que nem ela.
a professora faltou.
acho que ela tá cansada.
acho que ela tá
doente de país.
a professora voltou
e eu dei um abraço nela.
disse pra ela
que ela faz falta
e que me ajuda a sonhar
e a descobrir.
a professora ficou
para sempre na minha vida.
e se hoje eu sou alguém
que ama
que lê
que luta
que sonha
é muito graças
a ela.
Fábio Pedro Racoski
segunda-feira, 27 de dezembro de 2021
Soneto sideral
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021
Jesus voltou
quinta-feira, 31 de dezembro de 2020
A dois passos de Marte
Marte é um imenso deserto. Rochas, poeira, frio, uma frágil atmosfera... Ainda assim, povoa os sonhos dos seres humanos há séculos: viagens interplanetárias, vilões derrotados pela gripe, a dúvida sobre a vida...
Ah, a dúvida sobre a vida em Marte... Será que, há bilhões de anos, aquele planetinha frio tinha rios e mares? Será que viviam, naquela rocha, samambaias, flores, árvores, animais, paixões? Essa dúvida habita meus sonhos, assim como o questionamento de centenas de cientistas e escritores. Mas talvez a resposta esteja mais perto do que eu acredite.
Quem sabe, num passado que nem se pode calcular, viveu lá em Marte uma espécie que se exterminou em meio a guerras e poluição. Viveu por lá uma espécie que duvidou da ciência e não quis se vacinar. Uma espécie que deu mais importância a pedaços de papel, que eles mesmos inventaram, do que à vida do planeta. Talvez esses marcianos tenham passado por surtos, doenças inimagináveis, mas por não abrirem mão de suas "liberdades" condenaram vários irmãos marcianos à morte. Talvez alguns marcianos, em algum canto do planeta, decidiram "passar a boiada" e queimaram até a última árvore. Talvez, esses seres tenham secado os rios, os mares, e tenham destinado a grande maioria dos seus à miséria, simplesmente para manter a riqueza de alguns poucos marcianos que nada fizeram de bom para o planeta (pelo contrário).
Talvez estejamos a dois passos de Marte. Ou menos.
Fábio Pedro Racoski
domingo, 26 de julho de 2020
A morte do poeta
fugiu dos meus olhos
para não se afogar.
a música
fugiu da minha boca
pra não se sufocar.
cada letra de saudade
é um grito de angústia.
cada verso de ansiedade
é um corte de tristeza.
e a solidão que escolhi
é a mais fiel companhia.
a única que percebi.
