sexta-feira, 25 de abril de 2014

Vigio

vigio seu olhar
que me encanta a cada segundo
com uma imensa vontade
de ficar
guardado
nessa luz.

vigio seu corpo
que me seduz a cada instante
com uma imensa vontade
de me agarrar a ele
e me misturar
a você.

vigio seu sono
sua cabeça no meu peito
com uma imensa vontade
de fazer parar
todos os relógios
do mundo.

Fábio Pedro Racoski

domingo, 2 de março de 2014

Hello, Darkness

seus olhos
já não brilham.
não vejo mais
aquela luz
que tudo iluminava.
ou apenas vejo
a escuridão
ofuscante
dessa noite
de incertezas?

Fábio Pedro Racoski

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

100 livros!


JÁ FORAM VENDIDAS 100 CÓPIAS DO "SETENTA POEMAS DESDE ZERO"!!!

E, como prometido, agora há também a versão digital, a 10 reais, na Amazon!

Para quem quiser comprar a cópia impressa, entre em contato comigo na página do Facebook.

Obrigado a todos!

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Antes da tira de sol

antes da tira de sol
tocar seu corpo
eu vigio ansioso
sua respiração.

antes da tira de sol
iluminar o quarto
eu me encanto com seu brilho
na escuridão.

antes da tira de sol
dar início ao dia
eu esqueço as horas
no seu abraço.

antes da tira de sol
engolir nossos segredos
eu me abraço em você
pra esquecer
que um dia
não fui nós.

Fábio Pedro Racoski

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Moça, ele te ama

moça, ele te ama.
ele me confessou
essa semana
quando eu falei seu nome.
era noite
e o sol brilhava em seus olhos.
um sorriso tímido se abria,
tentando conter seu grito interno
querendo dizer ao universo:
"eu a amo mais que a minha vida!".

moça, ele te ama.
e ama de um jeito único,
louco, apaixonado.
ele se entrega a você
a cada golpe de vento
que assovia nos ouvidos
o quanto você
faz falta.

moça, ele te ama.
e penso que você também o ama.
por que esperar o acaso
que se leva pelo vento que vai longe
juntar suas mãos?

Fábio Pedro Racoski

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Quisera eu

Quisera eu ser o algoz
do seu último suspiro
e ter o prazer
inenarrável
de sentir
sua alma se esvair
entre minhas mãos
em seu pescoço,
ó, depressão em forma de vida
que me afunda para o mais
sujo abismo.

Reinhardt

Quantos

quantos versos seus eu chorei
quantas melodias tristes eu cantei
quantas palavras doces eu sangrei
quantas lágrimas eu escrevi

se um dia minha poesia
voltar a fazer sentido,
volte.
serei seu verso
universo.

Fábio Pedro Racoski

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

#microcontos

O anúncio diz: "conquiste o corpo que você sempre quis". Mas eu a quero de corpo e alma.
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Enquanto a razão fala calmamente que você pode ir, a emoção grita desesperadamente: EU PRECISO DE VOCÊ, FICA COMIGO!
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O que aqueceu seu coração não foi ouvir "eu te amo", mas ler nos olhos dela.
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Eles sentiram seus corpos em um só coração, em mil suspiros.
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Pior que o aquecimento global é o esquecimento global.
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Fábio Pedro Racoski

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Setenta Poemas desde Zero - MEU LIVRO!

Caros leitores,

Enfim, lanço meu livro para venda! Depois de muito tempo, decidi imprimir por conta própria o "Setenta Poemas desde Zero".

E vocês já podem encomendá-lo! Para tanto, contate-me por mensagem no Facebook, ou pela página do livro (https://www.facebook.com/70PoemasDesde0), ou por meu perfil pessoal.

O livro custa R$ 20, mais taxas dos Correios, quando aplicável. Depois de 100 cópias vendidas, publicarei eBook. Quem mora em Curitiba pode tirá-lo comigo pessoalmente.

Ajude este poeta torto a divulgar sua poesia e tenha um pedacinho dele com você!

Obrigado!

Fábio Pedro Racoski

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Toda mulher é meio Fabiane Lima

Não há dúvidas de que a Internet é o advento mais revolucionário dos últimos tempos. O fluxo livre - ou quase - de informação, a união de pessoas com propósitos semelhantes... E toda essa exaltação que estamos acostumados a ouvir ou ler. Mas...

A Internet também abriga o espaço onde adultos infantilizados e covardes tomam coragem, escondendo-se em um personagem, no anonimato, "na zoeira", em compartilhamentos tendenciosos, etc. E nessa semana vimos mais um episódio envolvendo "blogueiros famosos" (termo que traz consigo, invariavelmente, alguém que "faz humor", mais nada), achincalhando a minha amiga, Fabiane Lima. Tudo por quê? Ora, caro leitor, por causa do SEU machismo.

Isso mesmo. "Seu" machismo. A Fabiane é uma feminista daquelas que dá gosto de ler, ouvir, ver. Tem opiniões muito bem fundamentadas (diferente de grande parte dos tuiteiros, alienados ou "maria-vai-com-as-outras"), tem humor afiado, inteligente, é uma pessoa com quem você começa a conversar e não para mais. Ela critica, ou melhor, constata fatos sobre o mundo masculino, que incomoda muitas pessoas: homens e mulheres, machistas, ainda presos à ideia de que o homem é mais forte, superior, que deve ser "cavalheiro" com a mulher - porque ela é inválida, incapaz, mais fraca? -, que não é dever mas gentileza do homem não estuprar uma moça na rua.

Isso doeu no ego de pessoas como Vyktor Berriel, que promoveu, com seus lacaios - digo, seguidores -, uma enxurrada de ofensas à Fabiane. Não vou reproduzi-las aqui. Mensagens de homens e mulheres que me dão vergonha de ser homem e nojo do ser humano. Até mesmo seu endereço e telefone foram divulgados, numa atitude que prefiro chamar de "estupro mental".

Talvez esperassem que a Fabiane fosse encolher-se em posição fetal, chorar, suicidar-se (como, acreditem, sugeriram). Mas, para desespero do famosinho e meu deleite, a menina é firme, e soube lidar forte e inteligentemente com tudo isso. Inclusive, numa retaliação, divulgou a casa do difamador, num link para o Google Street View (eu amei!).

Agora, mulheres, quero falar com vocês: esse episódio não foi a difamação da Fabiane, apenas. Não foi somente ela a desrespeitada, agredida. Foram todas vocês. Todas as mulheres foram verbalmente violentadas por essas "piadas" (precisam redefinir a noção de humor?). Todas as mulheres foram menosprezadas e humilhadas, como são todos os dias. Nem toda mulher pode ser meio Leila Diniz, mas toda mulher é, sim, meio Fabiane Lima. Vocês não precisam de homem pra nada, vocês não são menos que qualquer homem. E se não odeia, vai odiar os homens, da mesma forma. Eu odeio.

Fábio Pedro Racoski